domingo, 1 de outubro de 2023

LIVE COM A DEPÓSITO VINHOS E AFINS

Essa semana participei da live organizada pela Marielly Lautert da DEPOSITO Vinhos e Afins, sobre a " A importância do Terroir", onde tratamos dos tópicos abordados no nosso livro Geografia do Vinho: As regiões vitivinícolas do Brasil. 


Vocês podem acessar essa live nesse endereço

terça-feira, 15 de agosto de 2023

VEJA NO YOUTUBE O VIDEO DO LANÇAMENTO DO NOSSO LIVRO, COM A PARTICIPAÇÃO DOS AUTORES E DO EDITOR


Acesse o link abaixo para assistir ao vídeo do lançamento no YouTube

https://www.youtube.com/@IDESF-instituto/streams

O Brasil conta com um total de 230 municípios que realizam atividades vitivinícolas, distribuídos entre as regiões Sul, Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste.  Geografia do Vinho: As regiões vitivinícolas do Brasil, é uma publicação inédita e exclusiva sobre os elementos climáticos, os fatores geográficos e ambientais e os eventos extremos que interferem na vitivinicultura, considerando as especificidades do Terroir de cada região vitivinícola do Brasil. 

Autores: Tania Maria Sausen, Marco Antonio Fontoura Hansen e Antonio Pedro Coco (autor convidado).



O livro pode ser adquirido nos formatos impresso e e-Book
 Maiores informações 



quinta-feira, 3 de agosto de 2023

 LANÇAMENTO DO E-BOOK

GEOGRAFIA DO VINHO: AS GRANDES REGIÕES VITIVINÍCOLAS DO BRASIL 



quarta-feira, 19 de julho de 2023

 

LANÇAMENTO DO LIVRO 

GEOGRAFIA DO VINHO: AS GRANDES REGIÕES VITIVINÍCOLAS DO BRASIL

Este livro foi lançado no dia 15/07/2023, com um evento na Sala de Barricas da Vinícola  Miolo, onde compareceram pessoas do mundo do vinho, enófilos, da área da geografia e amantes do vinho em geral. Após uma breve palestra sobre o Projeto de Publicação do Livro, seguiu-se uma sessão de autógrafos e uma belíssima confraternização regada a vinhos desenvolvidos pelos alunos do curso de enologia da UNIPAMPA e vinhos da Vinícola Miolo. 


A cerimônia de lançamento contou com a presença do presidente da Associação Brasileira da Winemaker-ABW, Sr. Antonio Pedro Coco, autor convidado; do presidente da Associação Brasileira de Sommeliers-ABS, Sr. Júlio César Kunz; do Sr. Adriano Miolo, Superintendente do Grupo Miolo, além do editor do livro Sr. Luciano Stremel Barros e  dos autores e idealizadores do projeto do livro, Dra. Tania Maria Sausen (GranReserva-Uma paixão pelo vinho) e Dr. Marco Antonio Hansen (UNIPAMPA).



Maiores informações como adquirir o livro no formato impresso ou e-Book acessem o site da Editora IDESF www.idesf.org.br



segunda-feira, 3 de julho de 2023

EM BREVE LANÇAMENTO DO LIVRO 

GEOGRAFIA DO VINHO: AS GRANDES REGIÕES VITIVINÍCOLAS BRASILEIRAS 


Caros amantes do vinho, nosso livro sobre Geografia do Vinho: As grandes regiões vitivinícolas brasileiras, está pronto e será lançado no próximo dia 15 de julho de 2023, na Vinícola Miolo, em Bento Gonçalves, RS. 


Este é um projeto desenvolvido por mim, licenciada e doutora em Geografia,  em conjunto com o geólogo,  Prof. Dr. Marco Hansen, da UNIPAMPA. Foi convidado para participar do Capítulo 9 do livro que trata das Indicações Geográficas (IG) do vinho no Brasil, o físico Antonio Pedro Coco, presidente da Associação Brasileira de Winemakers. 

O também Winemaker Luciano Barros Stremel, presidente da editora IDESF, abraçou a nossa proposta de publicar um livro sobre vinho, e assim, conseguimos realizar o nosso desejo de publicar um livro que tratasse da geografia do vinho no Brasil. 

O tema que motivou a realização deste livro foi aquela frase sempre repetida no mundo do vinho, "Vinho se faz no vinhedo", assim este livro traz informações sobre os aspectos do clima, os fatores climáticos, os fatores ambientais e os eventos adversos que interferem na vitivinicultura, além de informações sobre as Indicações Geográficas brasileiras. 

O livro apresenta aspectos  da vitivinicultura nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Os temas abordados nos nove capítulos são: 

Capítulo 1: Introdução, objetivo e estrutura do projeto. São abordadas as regiões Sul, Sudeste, Centro-oeste e Nordeste, os biomas brasileiros, as regiões vitivinícolas e a vitivinicultura em números.




Capítulo 2: O clima, o vinho e a vitivinicultura: conceitos geraisMacroclima, mesoclima, microclima e o vinho.


Capítulo 3: Os movimentos da terra, as estações do ano e o ciclo da videira. Os equinócios e os solstícios e o vinho.
Capítulo 4: Os elementos climáticos e o vinho: conceitos gerais. Radiação solar global, radiação ultravioleta, insolação, temperatura do ar, precipitação, umidade, ventos, pressão atmosférica e nebulosidade.
Capítulo 5: Os fatores geográficos que afetam o clima e a vitivinicultura: conceitos gerais. Latitude e faixas climáticas, altitude, continentalidade e maritimidade, massas de ar e vegetação.


Capítulo 6: Os fatores ambientais que interferem na vitivinicultura brasileira – geologia e relevo: conceitos geraisA geologia e o vinho (rochas e ambientes geotectônicos), relevos do Brasil.
Capítulo 7: Os fatores ambientais que interferem na vitivinicultura brasileira: declividade, orientação e forma de vertente, solos e hidrologia.
Capítulo 8: A vitivinicultura e os eventos extremos. Granizo, vendaval, geada e estiagem.
Capítulo 9: As indicações geográficas do Brasil. Denominações de Origem e Indicações de Procedência, Mapa dos municípios vitivinícolas do Brasil. 

A obra é editada e  publicada pela Editora IDESF e estará disponível para compra a partir de 15 de julho/2023, nos formatos impresso e e-book, no site www.idesf.org.br. 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

GEOGRAFIA DO VINHO - WINE TALK HARMONIZADA

Recentemente, um colega do mundo do vinho, Artur Tremper Farias, me convidou para organizar uma wine talk sobre Geografia do Vinho. Ele assistiu a minha aula sobre este tema, no curso do módulo 4 da Concept Wine, achou interessante e decidimos organizar uma wine talk sobre o assunto. 

Artur trabalha com Agencia Turismo Receptivo no Chile, com foco em enoturismo e Curso de vinhos no Chile - Experiencia Enogastronomica   (https://321chile.com.br/https://www.winetaste360.com/)


Achei que seria uma experiência interessante e aceitei na hora preparar uma palestra sobre Geografia do Vinho, para ser apresentada em uma wine talk. Esta é uma experiência que  uma geógrafa e sommelière, como eu, jamais recusaria. 

Os tópicos abordados na wine talk, tratavam sobre terroir, diferença entre clima e tempo, o vinho e os tipos climáticos, os fatores e os elementos climáticos (tais como radiação solar, temperatura, pluviosidade, ventos, altitude, latitude, relevo, continentalidade e maritimidade, massas de ar, etc),  e sua relação e como interferem  no mundo do vinho.
Participaram do evento 28 pessoas de várias parte do Brasil, Chile e Estados Unidos, elegemos os vinhos da uva Sauvignon Blanc, Seival by Miolo, da Campanha Gaúcha e Cosecha Tarapaca, do Valle Central,  Chile, para serem degustados e analisados  durante a wine talk. 

Os participantes prepararam vários petiscos para serem harmonizados com os vinhos e serem devidamente degustados durante e após a wine talk, como deliciosas empanadas de queijo, carne com azeitonas e maçã com canela.   


Um resumo desta wine talk bem como as diferentes harmonizações feita pelos participantes está disponível no meu site, www.granreserva.net.br basta clicar em cursos, no lado esquerdo do banner de chamada, para ter acesso direto ao artigo.

Espero que voces gostem. 

Se beber, não dirija


terça-feira, 7 de maio de 2019

MARCO DANIELLE E OS VINHOS ARTESANAIS

No último dia 1° de maio, em um tour por Canela e Gramado, organizado pela enóloga Maria Amélia Duarte Flores da Vinho & Arte, tive o prazer de desfrutar de um almoço harmonizado com vinhos artesanais do Atelier Tormentas de Marco Danielle, de Canela, no elegantíssimo  Vatel Restaurante, inaugurado em fevereiro, em Gramado.
Este restaurante, com cozinha autoral e decoração requintada de estilo pariense, prima pelo bom gosto  nos mínimos detalhes. Seu nome é inspirado no mestre François Vatel (1631-1671), um célebre cozinheiro e maitre de hotel,  francês, a quem é atribuída a invenção do creme chantilly. 

Todos os detalhes da refeição são supervisionados por Umberto Beltramea, Diretor Executivo de Experiências Culinárias, que cuida para que o cliente saia satisfeito e literalmente encantado com o serviço do restaurante. 


O menu cuidadosamente preparado pelo chef, foi harmonizado com os vinhos do Atelier Tormentas, que se dedica a produção de vinhos artesanais, a partir da melhor matéria prima disponível, cultivadas em duas regiões vinícolas importantes do Brasil - Campos de Cima da Serra e Campanha Gaúcha.
Os vinhos produzidos por Marco Danielle, "vinhateiro", como se auto denominam os produtores de vinhos de autor, artesanais, para diferenciar-se dos grandes produtores industriais,  "são fruto de uma vinicultura radicalmente natural, rejeitando correções, aditivos químicos e manipulaçaões, onde são usadas as melhores uvas como único ingrediente e, procurando antes comtemplar do que reinventar a natureza, no objetivo de expressar terra e fruta com franca honestidade e  mínimo de intervenção".
 
O almoço começou com um Amuse-bouche, que literalmente significa "para divertir a boca", tendo surgido na época da Nouvelle Cuisine, e em geral é apresentado por chefs para demonstrarem as suas habildades e criatividades. É um mimo que os chefs, de restaurante sofisticados,  oferecem aos clientes sem custos, como uma cortesia e é normalmente oferecido antes da refeição. O Amuse-bouche é sempre pequenino, do tamanho de mais ou menos duas bocadas. No caso foi um petisco com queijo e bacon defumado.

A esta altura já estávamos degustando o maravilhoso vinho Ambar 2014, cuja cor justifica seu nome, feito com  100% de uvas Sauvignon Blanc, cultivadas no vinhedo Monte Alegre dos Campos, localizado na região de Campos de Cima da Serra, RS, em uma altitude de 1.000 metros.

Os vinhos desta cor (laranja) são vinhos brancos elaborados como vinhos tintos, com maceração das cascas e extração fenólica. São vinhos que combinam a estrutura, a complexidade e a longevidade dos tintos.
 
O Ambar do Atelier Tormentas, é um vinho branco macerado, vinificado como um vinho tinto, com mesmo tempo de contato entre líquido e sólidos, fermentado com leveduras selvagens e sem passagem por barrica. De cor dourada, característica, com notas de ervas e cascas de cítricos secas. É um Sauvignon Blanc totalmente diferente do que se conhece e que se encontra no mercado, mas que mantém a sua estrutura delicada e sua acidez. Foi um dos meus preferidos, realmente um belo vinho que começa cativando por sua cor elegante e delicada e termina por conquistar definitivamente em boca. O Ambar 2014 já está esgotado para comercialização.

Para acompanhar o Ambar 2014 foi apresentada uma minuta de salmão fresco servido morno com creme de maracujá, delicioso e que harmonizou muito bem com o vinho. 
Em seguida, enquanto saboreávamos um medalhão de filet mignon com pontas de aspargus e couscus marroquinos, foram servidos o Fulvia e o Monte Alegre 2015 e 2017, ambos Pinot Noir,  o Vermelho Cabernet Franc 2017 e o Prelude 2007, este último também já está esgotado para comerecialização.


Os vinhos Fulvia e Monte Alegre, apesar de serem elaborados com a mesma uvas e serem da mesma safra, apresentam algumas caracteristicas diferentes, uma vez que as uvas utilizadas para a elaboração do Fulvia são cultivadas em Pedras Altas, na Campanha Gaúcha, onde o clima é temperado úmido com verão quente (Cfa). Os invernos são frios e úmidos, com temperaturas negativas e o verão são com dias quentes e noites frescas, o que garante uma boa amplitude térmica. A média anual das precipitações é de 1.20mm e ocorrem principalmente no inverno, no período de hibernação das vinhas. A combinação de clima e solos desta região auxilia na proução de uvas mais maduras, gerando vinhos estruturados e potentes.


Já as uvas utilizadas para a elaboração do Monte Alegre, são originárias de vinhedos da região de Campos de Cima da Serra, onde o clima é temperado úmido, com verões temperados, situada entre 800 e 1.000 metros. É uma das regiões mais frias do estado, o que faz com que o ciclo da uva seja mais longo e a colheita um pouco mais tardia do que na Serra Gaúcha,  o que a coloca  mais próxima de um clima de Bordeaux. Sua amplitude térmica, com variações de 15° em média, proporciona vinhos com bom equilibrio entre corpo-alccol-acidez.
O Vermelho Cabernet Franc é elaborado 100% com uvas  Cabernet Franc dos vinhedos de Campos de Cima da Serra, a 850metros de altitude. Um ano de barrica de carvalho e, de acordo com o vinhateiro, é um "Cabernet Franc com espírito de Pinot Noir e estrutura de Borgonha". É um vinho de longa guarda, delicado sutil e creio que o exemplar que degustamos no almoço estava em seu ponto máximo. É um vinho que realmente encanta ao consumidor e a mim também encantou, e muito.
Danielle, a partir da safra de  2014 passou a utilizar o termo "vermelho", ao invés de "tinto, para definir os vinhos clássicos de guarda feitos de uvas viníferas negras,  e o termo "branco" para definir os vinhos brancos clássicos feitos com uvas viníferas brancas.

O Prelúdio 2007 é elaborado com uvas cultivadas na região de Campos de Cima da Serra, sendo 10% Cabernet Franc, 20% Cabernet Sauvignon e  70% Merlot. Com cor vermelho rubi escuro, é um vinho sem conservantes, com boa vocação para guarda, com boa estrutura, acidez e presença marcante de taninos. É um vinho com bom volume em boca e uma certa rusticidade. Muito interessante, marcante. 
 Foi uma maravilhosa experiência enogastronômica!

Se beber não dirija!
 

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